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DISCREPÂNCIA: O GATILHO SECRETO QUE FAZ O CLIENTE DIZER “SIM!” (E COMO USÁ-LO A SEU FAVOR)

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Discrepância quando e porque o cliente compra

Discrepância: o gatilho secreto que faz o cliente dizer "sim!" (e como usá-lo a seu favor)

Colega vendedor, vendedora de alta performance! Quantas vezes você já saiu de uma reunião sentindo que tinha tudo para fechar, mas o negócio simplesmente não andou? Ou pior: o cliente concordou com tudo, elogiou sua solução, mas na hora H… silêncio. Frustrante, não é? Eu já estive aí. A verdade é que, muitas vezes, o elo perdido não está no seu produto ou no seu preço. Está em algo mais fundamental, um conceito poderoso que rege a decisão de compra: a discrepância.

Se você dominar esse conceito, você não apenas entenderá quando e por que o cliente compra, mas terá a chave para influenciar essa decisão e fechar mais negócios, de forma mais estratégica e lucrativa. Neste artigo, vamos mergulhar fundo nesse princípio vital e mostrar como aplicá-lo para turbinar seus resultados. Preparado para destravar seu potencial?

O que raios é essa tal de discrepância (e por que ela manda no jogo)?

Vamos direto ao ponto, sem jargão complicado. Discrepância, no nosso mundo das vendas, é a diferença percebida pelo cliente entre a situação atual dele e uma situação desejada ou ideal. É a lacuna, o vão, a tensão entre “onde estou” e “onde eu poderia (ou deveria) estar”.

Pense numa fábrica: a meta é produzir 1000 peças por dia (situação desejada), mas a realidade são 850 peças (situação atual). Essa diferença de 150 peças é uma discrepância clara, um problema. Agora, imagine que essa mesma fábrica descobre uma nova tecnologia que pode aumentar a produção para 1200 peças por dia. A diferença entre as 850 atuais e as 1200 possíveis é outra discrepância, uma oportunidade.

Podemos até visualizar isso numa escala:

  • -5 (Problema Grave): “Estamos perdendo dinheiro a cada minuto com essa máquina parada!”
  • 0 (Status Quo): “As coisas estão ok, poderiam ser melhores, mas nada urgente.”
  • +5 (Oportunidade Imperdível): “Com essa solução, podemos dobrar nossa margem de lucro!”

A regra de ouro: sem discrepância significativa (e percebida!), não há venda!

Aqui está o pulo do gato, a lição que separa os amadores dos profissionais:

O cliente só compra quando percebe uma discrepância significativa o suficiente para justificar a ação (e o investimento!).

Pense em você: você não começa uma dieta rigorosa se acha que seu peso está “aceitável”, mesmo que seu médico (o “especialista”) discorde. Você só encara o sacrifício quando a sua percepção da discrepância entre seu peso atual e o desejado (seja por saúde, estética ou bem-estar) se torna grande e incômoda.

No mundo B2B, é a mesma coisa. O diretor de TI não vai trocar um sistema que “funciona mais ou menos” se ele não perceber o quanto essa ineficiência custa em tempo perdido, erros ou oportunidades de negócio perdidas. Ele precisa sentir a dor do problema ou o desejo intenso pela oportunidade.

Portanto, sua missão número um como vendedor consultivo não é apenas apresentar produtos, mas sim investigar, descobrir, quantificar e, por vezes, até criar ou ampliar a percepção da discrepância na mente do cliente. Você é um detetive de dores e desejos!

Desvendando os tipos de discrepâncias: onde estão as melhores oportunidades?

No campo de batalha das vendas, nem todas as discrepâncias são iguais. Existem basicamente dois tipos de cenários que você encontrará:

  1. Discrepâncias “ON” (Ativas): são aquelas que o cliente já identificou e, muitas vezes, já está buscando ativamente uma solução. São os “incêndios” que precisam ser apagados ou as “oportunidades claras” que ele quer agarrar.

    *   Vantagem: o cliente já reconhece a necessidade, o ciclo de vendas pode ser mais curto.

    *   Desvantagem: a concorrência é FEROZ! Provavelmente, você não é o primeiro a chegar. A briga costuma ser por preço ou pequenos diferenciais.

  1. Discrepâncias “OFF” (Não Ativas ou Latentes): são as dores ou oportunidades que o cliente ainda não percebeu claramente, ou que ele subestima. Podem ser problemas mascarados, ineficiências aceitas como “normais”, ou potenciais de melhoria que ele nem imaginava.

    *   Vantagem: campo vasto e menos concorrido! Aqui você pode se posicionar como um verdadeiro consultor, educar o cliente, moldar a visão da solução e criar um diferencial imbatível. As margens tendem a ser maiores.

    *   Desvantagem: exige mais trabalho investigativo, mais habilidade em fazer perguntas, mais paciência para “acender a luz” na mente do cliente e transformar a discrepância OFF em ON.

Onde você está focando sua energia?

A maioria dos vendedores, por comodidade ou falta de técnica, concentra-se nas oportunidades “ON”. É o caminho aparentemente mais fácil. Mas os vendedores de elite, aqueles que batem metas consistentemente, sabem que o verdadeiro ouro está nas oportunidades “OFF”.

Eles desenvolvem a maestria de:

  • Trabalhar estrategicamente as “ON”: chegando rápido, diferenciando-se e agregando valor além do óbvio.
  • Prospectar e Cultivar as “OFF”: fazendo perguntas provocativas, compartilhando insights de mercado, usando dados para mostrar o impacto de problemas ocultos, pintando um quadro vívido do “futuro desejado”. Eles não esperam a necessidade surgir, eles ajudam a criá-la, alinhando-a perfeitamente com suas soluções.

O obstáculo silencioso: as "discrepâncias concorrentes"

Ok, você identificou uma discrepância clara, o cliente reconheceu, a percepção é alta (+/- 4 ou 5 na nossa escala!)… mas a venda não acontece. O que houve? Bem-vindo ao mundo real das Discrepâncias Concorrentes.

Seu cliente, especialmente em empresas maiores, não tem apenas uma dor ou um desejo. Ele tem VÁRIOS! O Diretor Financeiro quer reduzir custos, o de Produção quer aumentar a eficiência, o de Marketing quer lançar um novo produto, o RH quer reter talentos… Todos esses são discrepâncias válidas, disputando os mesmos recursos limitados: tempo, dinheiro, pessoas.

Sua oportunidade, por mais brilhante que seja, entra numa “fila” invisível de prioridades. E se ela não for percebida como a mais urgente ou a de maior impacto estratégico naquele momento, ela vai para a gaveta. É por isso que muitos negócios “quentes” esfriam do nada, deixando o vendedor frustrado e confuso (“Mas ele disse que era prioridade!”).

Como furar a fila das prioridades?

Aqui, a inteligência estratégica do vendedor faz toda a diferença. Duas abordagens principais:

  1. Gestão estratégica da oportunidade (paciência ativa): mantenha-se relevante, continue nutrindo o relacionamento, monitore mudanças no cenário do cliente (uma crise pode fazer sua solução subir na fila!), reforce o valor e o custo de não agir (Cost of Inaction – COI). Não é esperar passivamente, é cultivar ativamente.
  2. “Turbinar” a percepção da sua discrepância: aqui entra a arte da venda consultiva avançada:

    *   Quantifique o impacto: não diga apenas “vai melhorar a eficiência”. Mostre: “Isso representa uma economia de X mil reais por mês” ou “Libera Y horas da sua equipe para focar em inovação”. Traduza a discrepância em números que importam para o negócio.

    *   Alinhe com metas estratégicas: como sua solução ajuda a empresa a atingir os objetivos maiores definidos pela diretoria? Mostre essa conexão.

    *   Crie urgência: qual o risco de não resolver essa discrepância agora? Perda de mercado? Multas? Insatisfação do cliente final?

    *   Encontre campeões internos: identifique aliados dentro da empresa que também se beneficiam da sua solução e podem advogar por ela internamente.

Navegando na complexidade: múltiplos olhares, múltiplas discrepâncias

Em vendas complexas (B2B é o nosso campo!), raramente você fala com uma pessoa só. Há o usuário final, o gerente, o financeiro, o diretor, talvez o jurídico… E adivinhe? Cada um deles percebe as discrepâncias de forma diferente, com base em suas próprias responsabilidades, metas e dores.

O gerente de produção pode ver a discrepância como “baixa produtividade”. O financeiro vê como “custo operacional elevado”. O diretor de TI vê como “sistema legado vulnerável”.

O vendedor mestre mapeia esses stakeholders, entende a percepção individual da discrepância de cada um e adapta sua comunicação e proposta de valor. Ele constrói consenso mostrando como sua solução resolve múltiplas discrepâncias percebidas por diferentes áreas, criando um caso de negócio robusto e unificado.

Conclusão: a discrepância é o motor das vendas. Você é o piloto.

Entender a Discrepância não é apenas teoria de vendas, é a prática diária que diferencia os que “empurram produtos” dos que “criam valor e resolvem problemas reais”. É a base para fazer as perguntas certas, ouvir ativamente, posicionar sua solução de forma irresistível e, finalmente, ouvir o tão esperado “SIM!”.

Quando você domina a arte de identificar, amplificar e navegar pelas discrepâncias do cliente, você ganha controle sobre o processo de vendas. Você deixa de ser reativo e passa a ser proativo, guiando o cliente em direção à melhor solução – a sua.

Quer levar sua habilidade de trabalhar com discrepâncias para o próximo nível e transformar conversas em contratos fechados de forma consistente?

A Discrepância é apenas um dos pilares fundamentais que exploramos em profundidade no nosso workshop “Vendas Estratégicas“. Lá, você aprenderá na prática as metodologias e técnicas para:

  • Diagnosticar com precisão as discrepâncias “ON” e “OFF”.
  • Fazer perguntas poderosas que revelam dores e desejos ocultos.
  • Quantificar o impacto e construir um caso de negócio irrecusável.
  • Navegar por múltiplas partes interessadas e alinhar percepções.
  • Superar a concorrência e as “discrepâncias concorrentes”.

Não perca mais vendas por não entender o que realmente motiva seu cliente. Solicite mais informações sobre como o treinamento da HSS pode ajudá-lo a dominar a arte da venda estratégica baseada em discrepância.

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